Àguas do Sul

Escurece o azul

Está negro o céu

Àguas do sul

Nunca assim choveu

Passar a ponte

Noite cerrada

Àgua da fonte enlameada

Rosário triste nas mãos dos crentes

Deus guarde a sorte da gente!

Esquiva-se a luz

Dos meus faróis

Pesa-me a cruz, vida quanto dóis

Velho sinal, curva apertada

Vê-se tão mal na estrada molhada

Sorriso triste

Ai de quem não mente

Deus guarde a sorte da gente!

Cedi aos meus medos

Fugi à dor

Por entre os dedos

Fugiste-me amor

Levo o embaraço de não ver ninguém

Fundo o cansaço

Reduzo para 100

Que noite triste penso de repente

Deus guarde a sorte da gente!

publicado por sharyna às 13:34
sinto-me: